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Doença de Alzheimer

 

 

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa que afeta indivíduos a partir dos 60 anos, chega a acometer 30% da população após os 80 anos de idade.

1. Quais são os principais sintomas?

Perda de memória, que afeta a memória recente, ou seja, o paciente com DA inicial mantém vividas as lembranças antigas de sua vida, mas muitas vezes é incapaz de se lembrar do que comeu ontem. Com o evolução do quadro, outros sintomas aparecem, como pobreza do vocabulário, dificuldade de localização e dificuldade de resolver problemas ou lidar com situações que anteriormente seria capaz de realizar sem dificuldade. Em fases mais avançadas surgem distúrbios do comportamento, alucinações e em fases terminais acontecem alterações motoras, como andar para andar ou na deglutição.

2. Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de probabilidade baseando-se no perfil de perda cognitiva (perda principalmente em memória recente), com achados típicos em exames de neuroimagem, como a atrofia da região hipocampal. Recentemente tem surgido formas promissoras para ampliar o poder diagnóstico na DA, como exames no líquor (dosagem do peptídeo beta- amilóide e da proteína tau fosforilada) ou tomografia por emissão de pósitrons (PET), mas ainda restrito à área acadêmica.

3. Como é feito o tratamento? Existe alguma forma de paralisar ou regredir a evolução da doença?

O tratamento visa apenas retardar a progressão da doença. Existem dois grupos de medicações para o tratamento da DA. As drogas que aumentam a disponibilidade de acetilcolina no cérebro (drogas anticolinesterásicas – rivastigmina, donepezila e galantamina), indicadas para fases leve e moderada da doença e a memantina, droga com efeito anti-glutamatérgico, indicada para fases avançadas da doença. Além destas medicações, antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos podem ser utilizadas no manejo de alterações comportamentais, alucinação e insônia que frequentemente causam grandes problemas ao paciente e aos cuidadores.

4. Como reduzir o risco de desenvolver a DA?

Desta forma, o controle da pressão arterial, da diabetes, do níveis de colesterol, a realização de atividade física regular são boas medidas para redução do risco de DA. Acredita-se também que pode ser positiva a opção por uma dieta “mediterrânea”, com ingestão de vinho tinto em baixa quantidade, azeite de oliva, queijos brancos e trocando a carne vermelha por peixe. Também a maior escolaridade ajuda e manter a mente ativa e atualizada com leitura de livros, jornais e revistas, além do aprendizado de novas línguas.